Número de participantes no ato pró-Bolsonaro em São Paulo neste domingo

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Passeata de Jair Bolsonaro na Avenida Paulista registra baixa participação e gera repercussão

A recente passeata convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na avenida Paulista chamou atenção não apenas pelo tema levantado — a defesa da anistia —, mas também pelo número reduzido de participantes. Realizado em um dos principais cartões-postais de São Paulo, o evento deste último domingo surpreendeu pela escassa presença, muito abaixo do esperado para um ato político dessa magnitude.

Dados oficiais indicam que, no horário de pico da manifestação, por volta das 15h40, aproximadamente 12,4 mil pessoas estavam presentes. Para a contagem, foram utilizadas imagens capturadas durante o evento, que posteriormente passaram por análise via software de inteligência artificial, técnica que vem ganhando espaço para apuração mais precisa de públicos em manifestações urbanas.

Os números oficiais revelaram um contraste significativo em relação às edições anteriores da passeata bolsonarista na mesma avenida, indicando uma possível diminuição do engajamento do público que apoia Jair Bolsonaro. A comparação mais direta é com o ato do início de abril, quando cerca de 44,9 mil pessoas estiveram no local, segundo dados do mesmo Monitor do Debate Político do Cebrap.

A escala e o impacto da passeata na Paulista

Visualmente, o evento deste domingo apresentou uma aglomeração bastante tímida. Quem esteve presencialmente percebeu que a manifestação não conseguiu ocupar nem mesmo uma faixa completa de um quarteirão da avenida Paulista, um espaço tradicionalmente usado em ocasiões de grande mobilização. Para um ato político convocado por um ex-presidente da República, o tamanho modesto deixa pistas sobre o atual momento político e a repercussão das causas defendidas por Bolsonaro.

Além da quantidade de pessoas, uma característica que marcou o evento foi a ausência de vários nomes importantes da direita bolsonarista, incluindo figuras próximas ao ex-presidente. A falta de representantes tradicionais, como Michelle Bolsonaro, esposa do ex-mandatário, levantou questionamentos sobre a coesão interna do grupo e o real apoio às suas iniciativas no momento.

Relevância dos líderes presentes nos atos e as ausências notadas

No lugar de diversos veteranos, estiveram presentes figuras como o pastor Silas Malafaia, bastante conhecido por sua influência religiosa e apoio político a Bolsonaro. Além dele, compareceram também líderes do PL e aliados bolsonaristas de destaque, como o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, governadores eleitos por partidos alinhados, e membros do Congresso Nacional.

A lista dos participantes importantíssimos inclui:

  • Pastor Silas Malafaia;
  • Valdemar da Costa Neto (presidente do PL);
  • Tarcisio de Freitas (Republicanos-SP, governador);
  • Jorginho Mello (PL-SC, governador);
  • Cláudio Castro (PL-RJ, governador);
  • Romeu Zema (Novo-MG, governador);
  • Senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Magno Malta (PL-ES);
  • Dep. Sóstenes Cavalcante (PL-AL), Marco Feliciano (PL-SP), Bia Kicis (PL-SP), Gustavo Gayer (PL-GO).

Mesmo com essa presença de lideranças, a baixa adesão popular focaliza um cenário político mais complexo e dividido. A participação de nomes fortes, porém insuficiente para atrair grandes multidões, sugere desafios no fortalecimento da base e no apelo das propostas levantadas.

Contexto político após a manifestação e declarações de Jair Bolsonaro

O evento aconteceu sob um contexto político delicado para Bolsonaro. Atualmente considerado inelegível para as eleições de 2026, o ex-presidente não pode concorrer a cargos públicos, fato que ganhou destaque em seus discursos durante a passeata.

Em seu pronunciamento no ato, Bolsonaro afirmou que não é indispensável que ele assuma a presidência novamente para transformar o Brasil. Segundo ele, basta que seu grupo detenha a maioria no Congresso Nacional para implementar mudanças positivas. Essa fala evidencia a estratégia política que o ex-presidente pretende adotar, pautando sua influência no parlamento e na articulação dos partidos que o apoiam.

Essas declarações também refletem o cenário de incertezas em torno das eleições futuras, além do papel que Bolsonaro pretende desempenhar nos próximos anos. A mensagem transmitida é clara: a atuação legislativa e o controle do Congresso ganham protagonismo diante da impossibilidade de concorrer à presidência.

Reconhecer essas nuances e entender como o bolsonarismo se posiciona nesse momento é fundamental para analisar as estratégias políticas e os possíveis rumos do país no cenário pós-presidencialismo de Jair Bolsonaro.

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